Vários estudantes indígenas foram expulsos da sala de aula, no Mato Grosso do Sul, Brasil, sob a alegação que eram «sujos» e «mal cheirosos». Os líderes da comunidade apresentaram uma queixa em tribunal contra a escola
Vários estudantes indígenas foram expulsos da sala de aula, no Mato Grosso do Sul, Brasil, sob a alegação que eram «sujos» e «mal cheirosos». Os líderes da comunidade apresentaram uma queixa em tribunal contra a escola O caso registou-se em finais de fevereiro mas só agora foi tornado público pelo Conselho Indigenista Missionário. Pelo menos 28 alunos indígenas Kaiowá e Guarani foram expulsos da sala de aula de uma escola pública em antónio João, no Mato Grosso do Sul, Brasil, sob a alegação que eram sujos e mal cheirosos. Disseram aos nossos estudantes que eles não deveriam estudar ali, contou um dos líderes da comunidade indígena, Joel aquino, acrescentando que os jovens foram humilhados com afirmações consideradas segregacionistas. acusaram-os de terem os pés sujos de terra e de cheirarem a chulé. Depois de confrontarem o diretor da escola com o sucedido e de este ter confirmado a expulsão por considerar que os indígenas não eram higiénicos, os líderes da comunidade decidiram apresentar uma queixa por racismo ao Ministério Público. a ocorrência foi ainda comunicada à Fundação Nacional do Índio (Funai) e aos representantes da Secretaria de Direitos Humanos.