Crianças são obrigadas a entrar em túneis de dimensões reduzidas, enfrentando perigos de vária ordem. Trabalham 12 horas para conseguirem um carrinho cheio de carvão
Crianças são obrigadas a entrar em túneis de dimensões reduzidas, enfrentando perigos de vária ordem. Trabalham 12 horas para conseguirem um carrinho cheio de carvão Por serem magros e pequenos, os menores indianos são os alvos preferidos dos proprietários das minas de carvão. Segundo dados revelados esta segunda-feira, 18 de março, pela agência Fides, calcula-se que 70 mil crianças trabalhem no setor mineiro, na Índia, em condições desumanas e com o receio permanente de ficarem soterradas. No estado de Meghalaya, no nordeste do país, é onde se vive uma das situações mais preocupantes. Os menores têm de descer a poços húmidos com 20 metros de profundidade, entrar por buracos com 60 centímetros de diâmetro e arrastar-se na lama mais de 90 metros, antes de começarem a sua longa jornada de trabalho, na extração de carvão. Vestidas com camisolas de manga curta, calções e botas de borracha, levam uma tocha na cabeça para iluminar o caminho e um pano para tapar os ouvidos. Passam 12 horas em canais claustrofóbicos, vivem em permanente sobressalto em relação a possíveis derrocadas e só voltam à superfície quando conseguem reunir carvão para encher um carrinho.