Na sua primeira audiência aos profissionais da comunicação, o Papa explicou a escolha do nome: inspirado em Francisco de assis, pobre, defensor da paz e da natureza criada
Na sua primeira audiência aos profissionais da comunicação, o Papa explicou a escolha do nome: inspirado em Francisco de assis, pobre, defensor da paz e da natureza criadaMais de seis mil jornalistas, muitos deles acompanhados pelos próprios familiares, participaram, na aula Paulo VI, na primeira audiência que o Papa Francisco concedeu aos profissionais da comunicação social, que nestes dias fizeram a cobertura de todos os acontecimentos que se passaram no Vaticano. O Santo Padre agradeceu o trabalho árduo daqueles que transmitiram a verdadeira natureza da Igreja e o seu caminho no mundo com virtudes e pecados: Nestes dias em que os olhos do mundo católico estavam em Roma, agradeço em especial aos que apresentaram este evento da História numa perspetiva de fé e leitura completa dos acontecimentos, disse o Papa Francisco. Reconheceu que não é fácil transmitir a mensagem da Igreja, porque o jornalismo é um trabalho que exige muita competência. Competência que se exige sobretudo quando se trata de acontecimentos ligados à fé: os acontecimentos eclesiais não são certamente mais complicados do que os políticos e económicos! Mas têm uma característica de fundo particular: respondem a uma lógica que não é a lógica das categorias, por assim dizer, mundanas, e por isso não é fácil interpretá-los e comunicá-los a um público vasto e variado. a Igreja, efetivamente, – continuou o Papa Francisco – embora sendo certamente também uma instituição humana, histórica, com tudo o que isso abrange, não tem uma natureza política, mas essencialmente espiritual: é o Povo de Deus. Por isso é importante, caros amigos, ter na devida conta este horizonte interpretativo, esta hermenêutica, para focar o coração dos acontecimentos destes dias. O Papa quis explicar porque escolheu o nome Francisco. E contou, de modo informal, que a seu lado, no Conclave, estava sentado o arcebispo emérito de São Paulo, o cardeal Cláudio Hummes, um grande amigo, grande amigo. Quando a coisa ficou mais perigosa’ – prosseguiu – ele confortava-me, e quando os votos chegaram a dois terços – ele abraçou-me, beijou-me e disse: não se esqueça dos pobres’. aquela palavra entrou aqui – disse, indicando a cabeça – os pobres, os pobres’. Pensando neles, pensei em Francisco de assis, o homem da pobreza, da paz, da natureza criada. E acrescentou: ah! Como desejaria que a Igreja fosse pobre e para os pobres. Respeitando aqueles que estavam na sala e não eram crentes, disse que lhes daria a sua bênção, de coração. Concedo minha bênção, de coração, no silêncio, a cada um de vós, respeitando a consciência de todos, mas sabendo que cada um de vós é filho de Deus. Que Deus vos abençoe, concluiu.