a retirada dos rebeldes da região de Gao, após a intervenção dos soldados franceses, deixou caminho aberto para o regresso de milhares de famílias que tinham sido obrigadas a fugir
a retirada dos rebeldes da região de Gao, após a intervenção dos soldados franceses, deixou caminho aberto para o regresso de milhares de famílias que tinham sido obrigadas a fugir Uma primeira contagem efetuada pela organização não governamental Tassaght identificou pelo menos 5. 800 pessoas que regressaram às suas casas, na região de Gao, no norte do Mali, depois de terem sido obrigadas a fugir durante a ocupação por parte dos grupos islamistas. O retorno, feito a conta gotas, só foi possível após os rebeldes terem sido expulsos pelos soldados franceses, com a ajuda do exército do local. Voltam sem nada e com muita necessidade de alimentos. É só o começo, pois há muitos ainda por regressar e a maioria das famílias não está completa, afirmou um responsável da organização, precisando que boa parte dos deslocados chega a bordo de autocarros provenientes de Bamako, a capital do país. Os últimos dados da ONU apontam para a existência de um total de 170 mil deslocados internos e mais 260 mil refugiados nos países limítrofes. a situação em Gao regressou à normalidade há três semanas, depois de ter sofrido violentos ataques do Movimento pela Unidade e a Jihad na África Ocidental, conotado com a al Qaeda. Chegou a temer-se o início de uma guerrilha urbana e a população teve que permanecer entricheirada em casa, com medo dos atentados. Os que puderam fugiram para outros pontos do país ou para as nações vizinhas.