O rápido desenvolvimento de países do sul está a atenuar as diferenças entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, refere o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013
O rápido desenvolvimento de países do sul está a atenuar as diferenças entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, refere o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013Os países do sul, tendencialmente mais pobres, estão a progredir mais depressa do que os mais ricos, transformando o mundo num lugar menos desigual, conclui o Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 apresentado quinta-feira, 14 de março. O documento, que analisa 187 países, indica que todos os grupos e regiões assistiram a notáveis melhorias em todos os componentes do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com os desenvolvimentos mais velozes em países de IDH baixo e médio.
Segundo Khalid Malik, coordenador do relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), nunca na história as condições e perspetivas de vida de tantas pessoas mudaram tão dramaticamente e tão rápido. Pela primeira vez em séculos, o sul como um todo está a conduzir o crescimento económico e mudanças sociais, adianta o documento, em que a Noruega, a austrália e os Estados Unidos da américa (EUa) surgem como os países mais desenvolvidos.
Num panorama de progressos generalizados, destacam-se países do sul como Timor-Leste, mas também angola e Moçambique. O relatório estima que as três maiores economias do sul (China, Índia e Brasil) terão um peso maior do que os EUa, a alemanha, o Reino Unido, a França, a Itália e o Canadá. a contribuir para estas melhorias estão investimentos na educação, cuidados de saúde e programas sociais, além de um envolvimento crescente dos países em desenvolvimento com um mundo cada vez mais interligado.
O relatório refere também que instituições globais como o Banco Mundial ou o Conselho de Segurança da ONU estão desligados dos novos cenários, sendo ainda dominados por países do norte. Na apresentação prévia à imprensa, antes do lançamento oficial do relatório na Cidade do México, Khalid Malik, salientou que nos países em desenvolvimento, que em muitos casos estão a democratizar-se, a ascensão de uma classe média educada torna-se numa oportunidade e também num desafio.
Os cidadãos [destes países] estão a mudar. São mais educados, estão melhor informados. Exigem ser tratados com respeito, querem trabalho. Estes Estados têm de estar atentos e criar condições para a estabilidade social, disse, citado pela agência Lusa. Se as elites destes países não tomarem conta dos interesses dos seus cidadãos, não vão resistir, concluiu.