as cinco potências do Conselho de Segurança da ONU (EUa, França, Reino Unido, Rússia e China) estão a alimentar conflitos vendendo armas a regimes que as usam em atentados aos direitos humanos, alerta a amnistia Internacional
as cinco potências do Conselho de Segurança da ONU (EUa, França, Reino Unido, Rússia e China) estão a alimentar conflitos vendendo armas a regimes que as usam em atentados aos direitos humanos, alerta a amnistia Internacional

as armas comercializadas pelos Estados Unidos da américa, França, Reino Unido, Rússia e China, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, são das que mais contribuem para a morte de pessoas em todo o mundo, refere o relatório Grandes Potências alimentam atrocidades, da amnistia Internacional, divulgado esta terça-feira, 12 de março. Embora seja legal, o comércio internacional de armas quase não tem regulação, sendo menos regulado do que a compra e venda de bananas ou de obras de arte, disse Teresa Pina, diretora executiva da amnistia Internacional (aI) Portugal, em declarações à agência Lusa.

No relatório, a ONG refere que cerca de 60 por cento das violações de direitos humanos registadas envolvem uso de armas, considerando, por esse motivo, que o mundo precisa urgentemente de um tratado regulador. Esse documento deve conter a proibição de transferências internacionais de armas sempre que exista o risco de serem usadas para cometer violações de direitos humanos.
a menos de uma semana do retomar das negociações das Nações Unidas para um tratado internacional sobre a matéria, o relatório da amnistia pretende revelar exemplos de transferências de armas dos cincos membros do Conselho de Segurança para países onde é muito elevada a probabilidade de terem sido usadas para cometer atrocidades.
através deste documento, a amnistia frisa que é urgente encontrar padrões globais para controlar o comércio de armas. Segundo a aI, os Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China arrecadam anualmente mais de metade dos quase 100 mil milhões de dólares (cerca de 76 mil milhões de euros) gerados por este comércio.