as imagens captadas pelos satélites demonstram que os «campos de detenção» existentes na Coreia do Norte estão cada vez maiores. a amnistia Internacional pede uma comissão independente para investigar as violações dos direitos humanos
as imagens captadas pelos satélites demonstram que os «campos de detenção» existentes na Coreia do Norte estão cada vez maiores. a amnistia Internacional pede uma comissão independente para investigar as violações dos direitos humanosCom base em novas imagens tiradas do espaço, a amnistia Internacional (aI) chegou à conclusão que os famosos campos de detenção existentes na Coreia do Norte estão a crescer de dia para dia e ocupam já grande parte das povoações circundantes, mantendo em reclusão mais de 200 mil prisioneiros políticos e dissidentes, por motivos de consciência ou de religião. Num comunicado enviado à agência Fides, a aI pede à ONU que crie uma comissão independente de investigação sobre as graves, sistemáticas e difusas violações dos direitos humanos, inclusive crimes contra a humanidade, em andamento no país. a organização de defesa dos direitos humanos foi avisada da possível construção de um novo campo de prisão política, na província de Pyongan do Sul, e pediu a uma empresa que lhe fornecesse imagens de satélite da zona. a análise das fotografias aéreas revelou que, desde 2006 até agora, a Coreia do Norte construiu 20 quilómetros de perímetro em volta do vale de Ch’oma-bong, com novos pontos de acesso controlados e com torres de vigilância. Desta forma, o governo reforça o controlo sobre o movimento da população que vive perto do campo de detenção, anulando, de fato, a distinção entre os detidos do campo de prisioneiros e os habitantes do vale, observam os responsáveis da aI, manifestando sérias preocupações com as condições de vida dos moradores, no âmbito do novo perímetro, e pelas intenções futuras do executivo norte-coreano. Estima-se que mais de 200 mil pessoas, incluindo crianças, são mantidas em campos de prisioneiros políticos e em outros centros de detenção da Coreia do Norte, e submetidas a violações de direitos humanos. além de serem obrigadas a trabalhos forçados, serão torturadas e sujeitas a tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. Muitos presos não cometeram nenhum crime, estando ligados apenas a pessoas consideradas infiéis ao regime.