Um grupo de militares ao serviço das Nações Unidas foi capturado por elementos da oposição Síria, próximo da fronteira com Israel. Os rebeldes dizem que só libertam os reféns quando as forças governamentais abandonarem Jamla
Um grupo de militares ao serviço das Nações Unidas foi capturado por elementos da oposição Síria, próximo da fronteira com Israel. Os rebeldes dizem que só libertam os reféns quando as forças governamentais abandonarem Jamla O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o Conselho de Segurança da organização condenaram esta quinta-feira, 7 de março, o sequestro por parte de elementos armados da oposição síria de um grupo de capacetes azuis que integrava a força internacional encarregue de fiscalizar o cessar-fogo entre a Síria e Israel, nos Montes de Golã. Os 21 militares da Força das Nações Unidas de Observação de Separação (UNDOF) foram intercetados pelos rebeldes nas proximidades de Jamla, junto à fronteira entre a Síria e Israel. Segundo o responsável máximo da ONU, a liberdade de movimentos e a segurança dos militares devem ser respeitadas por todas as partes, pelo que os reféns devem ser libertados de imediato. Num vídeo difundido pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), os sequestradores dizem pertencer à Brigada dos mártires de Yarmuk e ameaçam só libertar os observadores da ONU quando as tropas fiéis a Bashar al-assad se retirarem de Jamla. Exigimos que regressem às suas bases, ou estes homens serão tratados como prisioneiros de guerra, afirma um dos rebeldes.