Os períodos de seca e cheias estão a provocar uma crise alimentar. O representante regional para a África austral explicou que os ciclos de chuvas destroem plantações inteiras, provocam danos na pecuária e também na estrutura de água potável
Os períodos de seca e cheias estão a provocar uma crise alimentar. O representante regional para a África austral explicou que os ciclos de chuvas destroem plantações inteiras, provocam danos na pecuária e também na estrutura de água potávelOs constantes ciclos de secas e cheias estão a provocar uma crise alimentar na região africana. Em angola, mais de 1,8 milhão de pessoas estão a ser afetadas pela escassez de alimentos. No Zimbábue, no Lesoto e no Malawi, o problema atinge mais de seis milhões de africanos que correm o risco de desenvolver doenças como a desnutrição. O alerta foi lançado pelas organizações Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, na última segunda-feira, 5 de março. Em comunicado enviado à Rádio ONU, o movimento humanitário afirma que a problemática não está a ser ilustrada pelos meios de comunicação social. Nos quatro países, já foram lançados apelos de emergência, mas a resposta, especialmente para o Zimbábue, Lesoto e angola continua a ser baixa. alexander Matheou, representante regional para a África austral, explicou que os ciclos de chuvas destroem plantações inteiras, além de provocarem danos na pecuária e na estrutura de água potável. Devido às condições precárias, surgem doenças como a malária, a diarreia e a cólera. Responsáveis da Cruz Vermelha consideram que os governos, empresas e agências humanitárias precisam de coordenar a gestão da crise em grande escala. Os técnicos do movimento internacional humanitário alertam ainda para outra problemática: o aumento do número de raparigas e mulheres na prostituição. Segundo a Cruz Vermelha, muitas aceitam trabalhar em casa de famílias para comprar alimentos, mas acabam por ser forçadas a envolverem-se no trabalho escravo ou na prostituição.