Vinte mil mulheres de países onde há prática de mutilação genital feminina pediram asilo na União Europeia em 2011, indica um documento divulgado pelo alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados
Vinte mil mulheres de países onde há prática de mutilação genital feminina pediram asilo na União Europeia em 2011, indica um documento divulgado pelo alto Comissariado das Nações Unidas para os RefugiadosCerca de 20 mil mulheres que pediram asilo na União Europeia em 2011 vinham de países onde a mutilação genital feminina (MGF) existe, segundo dados do documento Demasiado sofrimento – mutilação genital feminina e asilo na União Europeia, divulgados pelo alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR).
De acordo com o relatório, os dados relativos ao período entre 2008 e 2011 são claros, tendo o número total de mulheres a pedirem asilo aumentado de 65. 125 para 93. 350. Durante este período, as mulheres que pediram asilo vinham, maioritariamente, da Somália, Eritreia e Nigéria. OReino Unidofoi o Estado-membro que maior número de asilos concedeu.

De registar aindao caso de30 mulheres da Guiné-Bissau que pediram asilo no último ano, todas elas para França. Este fenómeno leva a aCNUR a solicitar a adoção de políticas e ferramentas adequadas às vulnerabilidades específicas das mulheres mutiladas que buscam asilo e das mulheres mutiladas já integradas na UE.