Para estar mais próximo dos povos e das suas culturas, o evangelizador «deve ser hóspede na casa do outro» e tem de aprender a tirar os sapatos, defendeu um sacerdote indiano, no 2º Simpósio de Missiologia, no Brasil
Para estar mais próximo dos povos e das suas culturas, o evangelizador «deve ser hóspede na casa do outro» e tem de aprender a tirar os sapatos, defendeu um sacerdote indiano, no 2º Simpósio de Missiologia, no Brasil a tarefa não é fácil, mas é apontada como fundamental para tornar a missão mais eficaz. Segundo o sacerdote e missiólogo indiano, Joachim andrade, para ter sucesso no trabalho pastoral, o missionário deve estar na missão como hóspede e deve aprender a tirar os sapatos, sempre que chega à casa e à cultura do outro. E, como bom convidado, precisa de estar aberto ao diálogo e às diferenças, guiando-se sempre pela máxima do saber deixar e saber chegar. O sapato representa a proteção indispensável entre o ser e seu meio. Nesse processo, há uma importante interação entre os pés e o sapato. Este nos protege pela sola, mas para que cada passo seja confortável, é preciso que o corpo do sapato se vá ajustando à forma do nosso pé. O chão é o pavimento da vida e ele não se ajusta à nossa pegada, afirmou o sacerdote no 2º Simpósio de Missiologia, que termina esta sexta-feira, 1 de março, no Brasil. Numa intervenção inspirada na missão como caminho pascal, Joachim andrade realçou também a necessidade de uma mudança de estratégia no exercício missionário. Na sua opinião, o mundo de hoje é fértil em velocidade, diversidade, e vivência harmónica entre povos diferentes, no mesmo espaço. Por isso, considera fundamental que se faça a transição de uma missão ad gentes para uma missão inter-gentes, do diálogo inter-religioso para o diálogo inter-espiritual.