Dezenas de milhares de crianças do norte do país estão a ser afetadas pela doença, que é de fácil prevenção, através de uma vacina. O problema é que não há recursos para assegurar a vacinação, segundo a organização dos Médicos sem Fronteiras
Dezenas de milhares de crianças do norte do país estão a ser afetadas pela doença, que é de fácil prevenção, através de uma vacina. O problema é que não há recursos para assegurar a vacinação, segundo a organização dos Médicos sem Fronteiras Uma doença tão fácil de prevenir e contra a qual existe uma vacina muito eficaz e barata que protege com uma só dose, está a pôr em causa a saúde de dezenas de milhares de crianças no norte da República Democrática do Congo (RDC), por falta de recursos, alertou a associação humanitária Médicos sem Fronteiras (MSF). Se não forem tomadas medidas urgentes, a epidemia de sarampo pode disseminar-se noutros países, e os efeitos podem ser devastadores. O sarampo provoca complicações nos pacientes e a taxa de mortalidade por chegar aos 25 por cento. Desde março do ano passado, as equipas da MSF trataram mais de 18500 pacientes e vacinaram mais de 440 mil crianças. Mas são ainda muitos os que precisam de ajuda. Vemos muitas sepulturas pequenas, recentemente escavadas, ao longo dos caminhos, explicou a médica Nathalie Gielen à Europa Press. Segundo amaury Grégoire, da MSF, a situação atual resulta da evolução de uma epidemia que tem afetado todo o país, desde 2010, e que é particularmente mortal entre os menores de cinco anos. É inaceitável que alguém morra de sarampo no século XXI, lamentou Gregóire, sublinhando que muitas das unidades de saúde da RDC são pouco operacionais, têm falta de medicamentos e de pessoal qualificado. acresce a tudo isto a dificuldade de acesso a grande parte dos centros de saúde e a fragilidade da rede de frio, fundamental para assegurar a eficácia da vacina. alguns moradores necessitam, por isso, de caminhar dezenas de quilómetros a pé, para assegurarem os cuidados médicos aos seus filhos.