até ao momento não foi possível identificar uma doença que já provocou a morte a 36 pessoas em angola. Para a presidente da Federação de Doenças Raras de Portugal o problema destas doenças «é a sua variedade», porque existem entre sete a oito mil

até ao momento não foi possível identificar uma doença que já provocou a morte a 36 pessoas em angola. Para a presidente da Federação de Doenças Raras de Portugal o problema destas doenças «é a sua variedade», porque existem entre sete a oito mil
Uma doença ainda não identificada, caracterizada por fortes dores de cabeça e febres altas, provocou a morte a dezenas de pessoas entre dezembro de 2012 e fevereiro de 2013, no município do Rivungo, província do Cuando-Cubango, em angola. Segundo a administração do Rivungo, a doença surge numa altura em que o município está isolado do resto da província e do país, devido às inundações que tornaram intransitável a circulação rodoviária.
De dezembro a fevereiro, nós tivemos uma média de 36 óbitos a nível do município do Rivungo, e os sintomas passam por uma dor de cabeça e febres muito intensas, referiu Júlio Vidigal, administrador local, citado pelo portal O apostolado. O responsável pediu o envio de uma equipa médica e de equipamentos laboratoriais para aquela área, de modo a identificar as causas da doença com a maior urgência. Para lembrar os milhões de doentes que sofrem de patologias para as quais não há diagnóstico ou tratamento, assinala-se esta quinta-feira, 28 de fevereiro, o Dia Internacional das Doenças Raras. Neste contexto, a Comissão Europeia anuncia hoje o lançamento de novos projetos de investigação, na área das doenças raras, financiados pela União Europeia, que estarão em funcionamento ao longo de 2013. Há quase um ano, a Comissão Europeia e o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos lançaram o Consórcio Internacional de Pesquisa de Doenças Raras, que, até 2020, disponibilizará 200 novas terapias e meios para diagnosticar novas doenças raras. O problema destas doenças é a sua variedade, uma vez que existem entre sete a oito mil, referiu Paula Costa, presidente da Federação de Doenças Raras de Portugal, em declarações à agência Lusa. Estes dias [permitem aos] técnicos e às pessoas envolvidas criar uma maior consciencialização, sensibilização, e perceber que é um problema grave de saúde pública, em qualquer país do mundo, que precisa de ser olhado e de ter orientações muito claras na área do apoio à investigação e às associações que operam nesta matéria, porque só assim se consegue fazer um trabalho diferenciado, disse Paula Costa. apesar de olhar para estes dias com muito otimismo, a responsável sublinhou que tem de haver coragem política, para pegar neste assunto com o interesse e a particularidade que merece, e isso não tem acontecido.