Não são muitos, mas são corajosos! Depois de um dia de trabalho, enfrentando o frio rigoroso da noite parisiense reúnem-se na imponente igreja de Gentilly. Em frente do altar dedicado a Nossa Senhora de Fátima, bem iluminado, soam os acordes da viola
Não são muitos, mas são corajosos! Depois de um dia de trabalho, enfrentando o frio rigoroso da noite parisiense reúnem-se na imponente igreja de Gentilly. Em frente do altar dedicado a Nossa Senhora de Fátima, bem iluminado, soam os acordes da violaSexta, à noite, 22 de fevereiro, inicia a caminhada de preparação para a Jornada Mundial da Juventude, que terá lugar no Rio de Janeiro, em julho próximo. a vigília de reflexão tem como pano de fundo os dois primeiros pontos da mensagem do Papa aos jovens. Ide a todas as nações, sublinha Maria Carlos, vinda da Madeira para uma formação na paróquia portuguesa de Paris. Estes jovens, vindos de vários pontos da cidade e dos arredores e que já não são tão jovens como isso, estão numa posição privilegiada para serem enviados às nações pela sua experiência pessoal. São de Portugal e de França, convivem com gentes de todo o mundo numa cidade tão cosmopolita, tem uma enorme riqueza de raízes culturais, francesas e portuguesas, estão a cavalo entre várias gerações. as palavras de Paulo VI aos jovens, 50 anos depois do encerramento do Concílio Vaticano II, são de uma tremenda atualidade. O anúncio do Evangelho de Jesus Cristo está, hoje como ontem, nas suas mãos. À reflexao, segue-se a recitação de uma dezena do terço mariano. Os jovens reunidos em Gentilly querem lembrar a presença de Maria nesta caminhada para a JMJ, cujo ícone acompanha a cruz peregrina pelas paróquias. Já no final do encontro, apresentam a bandeira, agora começada a confecionar, que levarão ao Rio de Janeiro como seu símbolo. Tudo termina com um longo gouter, como estava escrito no programa. No bar do salão, na cripta da igreja, as taças fumegantes de chá e descafeinado aquecem os pés gelados pelo frio da noite, com bolachas e fatias de bolos trazidos pelos jovens. as conversas sobre a vida de estudo e de trabalho em Paris animam o serão, misturando-se com as recordações de visitas às aldeias de origem dos pais. a ligação a Portugal está a enfraquecer-se. É que, em Portugal, escasseiam as condições para poderem pensar num regresso.