a desconfiança e o medo estão instalados na comunidade cristã da Tanzânia, depois das ameaças feitas pelos jihadistas. Os islamistas reivindicam a morte recente de um sacerdote e dizem estar dispostos a queimar igrejas
a desconfiança e o medo estão instalados na comunidade cristã da Tanzânia, depois das ameaças feitas pelos jihadistas. Os islamistas reivindicam a morte recente de um sacerdote e dizem estar dispostos a queimar igrejas Os panfletos foram postos circular em todo o país e estão a chegar sobretudo às caixas do correio dos bispos e sacerdotes da Tanzânia. Na mensagem, assinada pelo autodenominado grupo Renovação Muçulmana, os jhiadistas ameaçam matar cristãos, incendiar casas e igrejas, e prometem transformar a época pascal num inferno: Para a Páscoa, preparem-se para o desastre. O medo está instalado, não só na Igreja Católica como na sociedade civil. O primeiro-ministro convocou uma reunião de emergência com líderes muçulmanos e cristãos, mas o encontro não produziu resultados. Os muçulmanos terão pedido a libertação dos alegados assassinos de um pastor protestante, morto há duas semanas, o que foi recusado. No dia 17 de fevereiro, foi assassinado a tiro outro sacerdote, de 55 anos, em Zanzibar. Fontes citadas pela agência Fides atribuem uma parte da responsabilidade deste clima de tensão ao atual Presidente, Jakaya Kikwete, porque, na campanha eleitoral, prometeu à população muçulmana mudar a Constituição, introduzindo medidas de acordo com a sharia (lei islâmica). Hoje, a maioria da população opõe-se a este plano, mas os grupos islâmicos continuam a reivindicá-lo.