Tribunal militar de Rabat, capital de Marrocos, condenou 24 ativistas a pesadas penas de prisão, por terem participado numa manifestação pacífica, há dois anos, em Gdeim Izik. Oito dos condenados têm que passar o resto da vida na cadeia
Tribunal militar de Rabat, capital de Marrocos, condenou 24 ativistas a pesadas penas de prisão, por terem participado numa manifestação pacífica, há dois anos, em Gdeim Izik. Oito dos condenados têm que passar o resto da vida na cadeia Os 24 ativistas do Saara Ocidental detidos há dois anos por participarem numa manifestação pacífica, próximo da cidade de El aaiún, em Marrocos, foram condenados a penas de reclusão, que variam entre os dois anos de cadeia e a prisão perpétua, revelou esta segunda-feira, 18 de fevereiro, a agência Misna. Os pedidos das organizações não governamentais e de vários países para que os detidos fossem libertados foram infrutíferos. De acordo com fontes judiciais de Rabat, oito dos ativistas foram condenados por um tribunal militar a prisão prepétua, 14 apanharam penas que variam entre os 20 e 30 anos de cadeia e os restantes saíram com setenças condenatórias de dois anos de reclusão. Os arguidos tinham sido detidos em novembro de 2010, quando participavam numa manifestação, destinada a sensibilizar a opinião pública para a diferença de tratamento dada aos cidadãos do Saara Ocidental. O protesto foi interrompido pelas forças de segurança de Rabat. Durante os confrontos, segundo as autoridades, 11 pessoas morreram, entre elas alguns agentes da polícia. Os detidos foram acusados de homicídio premeditado, violência contra as forças de segurança e profanação de cadáveres. a Frente Polisário, por sua vez, alega que os conflitos causaram 36 mortos entre os manifestantes e mais de 700 feridos.