Um grupo de quenianos que sofreu agressões da polícia nos distúrbios que seguiram às eleições de 2008 avançou com um processo em tribunal, a exigir uma indemnização e apoio psicológico
Um grupo de quenianos que sofreu agressões da polícia nos distúrbios que seguiram às eleições de 2008 avançou com um processo em tribunal, a exigir uma indemnização e apoio psicológico Dezanove das muitas vítimas que ficaram feridas nos confrontos com a polícia no rescaldo das eleições no Quénia, em 2008, entraram na justiça com um processo contra o Estado, onde acusam as autoridades de brutalidade, homicídio, crimes contra a humanidade e evacuações massivas, revelou a imprensa queniana. Na documentação apresentada, os queixosos culpam vários oficiais da polícia de negligência, por não terem identificado e levado a tribunal os responsáveis pelos ataques, que provocaram mais de mil mortos e milhares de deslocados. E pedem uma indemnização pelas agressões sofridas. O processo, segundo a agência Misna, exige ainda ao governo de Nairobi que assegure apoio psicológico a todas as vítimas dos conflitos e que autorize a criação de um grupo especial de trabalho para investigar, dentro das forças de segurança, quem foram os culpados pelas violações.