a escolha de um novo carrasco aponta para execuções iminentes no Zimbabué, uma situação que indica que o país africano «não quer fazer parte do movimento global para a abolição» da pena de morte
a escolha de um novo carrasco aponta para execuções iminentes no Zimbabué, uma situação que indica que o país africano «não quer fazer parte do movimento global para a abolição» da pena de morteNo Zimbabué, relatos difundidos pela imprensa estatal dão conta da contratação de um novo carrasco, sete anos após o último se ter reformado, e após a última execução ter sido realizada. Este macabro recrutamento é perturbador e sugere que o Zimbabué não quer fazer parte do movimento global para a abolição desta forma de punição cruel, desumana e degradante, refere Noel Kututwa, diretor da amnistia Internacional (aI) para a África austral, citado pelos serviços de comunicação da aI. No esboço da nova constituição do Zimbabué, que irá ser votada em referendo nos próximos meses, foram impostas algumas restrições ao uso da pena de morte. Por exemplo, não pode ser aplicada a pessoas que tenham menos de 21 anos na altura do crime ou mais de 70, nem a mulheres. Embora a amnistia Internacional saúde estas limitações, apela para que a prática seja extinta na totalidade. a pena de morte é a negação máxima dos direitos humanos. É a forma premeditada de assassinato a sangue-frio de um indivíduo pelo Estado, sublinha Noel Kututwa. Nós opomo-nos à pena de morte em todos os casos sem exceção, afirma. Segundo informação disponível, atualmente,no Zimbabué, 76 pessoas encontram-se no corredor da morte, das quais duas são mulheres.