apesar das recentes medidas tomadas por vários partidos guineenses para fazer avançar o processo de transição, a insegurança e a impunidade permanecem problemas sérios que o governo tem de resolver urgentemente, avisou o responsável das Nações Unidas
apesar das recentes medidas tomadas por vários partidos guineenses para fazer avançar o processo de transição, a insegurança e a impunidade permanecem problemas sérios que o governo tem de resolver urgentemente, avisou o responsável das Nações Unidas Não obstante os esforços positivos para assegurar a inclusão [dos partidos] no processo de transição, a impunidade continua a ser um grande problema, sublinhou o subsecretário-geral para os assuntos Políticos, Taye-Brook Zerihoun, perante o Conselho de Segurança da ONU. Há um clima geral de medo na população que decorre dos recentes casos de espancamento, tortura e intimidação que continuam a restringir a liberdade de reunião e de informação. a Guiné-Bissau tem um história tumultuosa de golpes de Estado, instabilidade política e desgoverno desde que conquistou a independência de Portugal em 1974. No ano passado, soldados tomaram o poder num golpe militar a 12 de abril – poucos dias antes das eleições presidenciais – originando apelos da comunidade internacional a pedir o regresso ao regime civil e à restauração da ordem constitucional. Incidentes recentes incluem um ataque a uma base militar, em outubro, que alegadamente resultou em várias mortes, com o governo militar de Bissau a apontar o dedo a uma alegada ingerência de Lisboa. Na apresentação ao Conselho de Segurança do último relatório do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, sobre a evolução do país, Zerihoun observou que nenhum dos indivíduos envolvidos no ataque em outubro foi conduzido à justiça.