Os casamentos precoces entre homens adultos e raparigas ainda menores atingem todos os anos milhares de jovens em várias partes do mundo. as estatí­sticas mais recentes indicam que perto de 23 milhões foram obrigadas a casar antes dos 15 anos
Os casamentos precoces entre homens adultos e raparigas ainda menores atingem todos os anos milhares de jovens em várias partes do mundo. as estatí­sticas mais recentes indicam que perto de 23 milhões foram obrigadas a casar antes dos 15 anos Os números são surpreendentes e pouco otimistas para a resolução de um problema que continua a afetar a vida de milhões de raparigas em todo o mundo. Segundo dados recentes, divulgados pela agência Fides, calcula-se que cerca de 70 milhões de mulheres com idades entre os 20 e 24 anos, tenha casado antes de atingir a maioridade. E deste total, perto de 23 milhões foram obrigadas a contrair matrimónio antes dos 15 anos. Na Suazilândia, por exemplo, apesar de ter sido aprovada uma nova lei para a tutela de menores, este é um fenómeno que está longe de ser erradicado. ao ponto da legislação ser adaptada a cada caso. Ou seja, se um homem escolhe casar segundo o rito tradicional e os pais da noiva estão de acordo, as autoridades não podem agir penalmente contra ninguém. Esta flexibilidade leva a que as famílias mais pobres renunciam às próprias filhas em troca de gado e dinheiro, sem considerar os graves problemas de natureza psicológica e social que terão as menores obrigadas a casar, pois permanecem sem instrução, tendo que se ocupar dos afazeres domésticos. Por outro lado, e mesmo depois do rei Mswati III ter promulgado uma norma que prevê a castidade para as jovens até aos 24 anos, os matrimónios precoces continuam a verificar-se e a contribuir para a propagação da Sida. a Suazilândia regista o índice de HIV mais alto do mundo.