Um cardiologista português quer consultar gratuitamente 350 pacientes na Guiné-Bissau. O médico já iniciou as consultas e no primeiro dia atendeu 92 pacientes
Um cardiologista português quer consultar gratuitamente 350 pacientes na Guiné-Bissau. O médico já iniciou as consultas e no primeiro dia atendeu 92 pacientesUm cardiologista português vai consultar, de forma gratuita, na Guiné-Bissau, 350 doentes guineenses que, inicialmente, aguardavam para serem transportados para Portugal. O cardiologista foi levado até Bissau pela Fundação Ricardo Sanhá e começou a dar consultas no hospital Simão Mendes na última quinta-feira, 24 de janeiro.
No seu primeiro dia naquele país africano, o médico português atendeu, sem quaisquer custos, 92 pacientes com problemas cardíacos. Ricardo Sanhá, o patrono da fundação com o mesmo nome, referiu, em declarações à agência Lusa, que desde a criação da instituição, a entidade tem procurado reduzir o número de doentes guineenses que se deslocam a Portugal.
Segundo este responsável, originário da Guiné-Bissau mas formado e residente em Portugal, há casos de doentes que são encaminhados para Portugal e que podiam ser tratados no próprio país. O mentor da fundação referiu, por exemplo, que o especialista português descobriu equipamentos no hospital Simão Mendes, que podiam ser usados para tratar doentes com problemas cardíacos, mas que não estavam a ser aproveitados. Os próprios técnicos do hospital desconheciam que esses aparelhos existiam lá. São equipamentos de ponta que vamos usar para tratar os doentes, disse Ricardo Sanhá, enaltecendo o trabalho do cardiologista português, que tem sido apoiado por médicos guineenses. apesar de poderem ser consultados no seu país natal, os doentes que precisarem de intervenções cirúrgicas serão transportados para Lisboa ou para Dakar, no Senegal, sendo todas as despesas suportadas pela fundação.