O «abate indiscriminado» de árvores de grande porte na região de Fulacunda, na Guiné-Bissau, está a provocar revolta na população. as empresas chinesas que estão a devastar a floresta dizem ter autorização do governo central
O «abate indiscriminado» de árvores de grande porte na região de Fulacunda, na Guiné-Bissau, está a provocar revolta na população. as empresas chinesas que estão a devastar a floresta dizem ter autorização do governo central a associação de Jovens de Fulacunda, no sul da Guiné-Bissau, denunciou esta sexta-feira o abate indiscriminado de árvores de grande porte nas matas da região por madeireiros chineses, com autorização do governo de Bissau. Cortam as árvores de forma indiscriminada, sobretudo o pau de carvão, mas também arrancam as raízes. É um desastre o que os chineses estão a fazer nesta zona. É um crime, disse à agência Lusa o presidente da associação, Lamine Mané. Segundo o dirigente, o representante do governo no setor de Fulacunda, até está do lado dos jovens que estão contra os madeireiros chineses, mas diz que não pode fazer nada para parar o abate das árvores porque a ordem vem de Bissau. No final do ano passado, os membros da associação passaram das ameaças aos atos, parando, à força, os madeireiros, mas estes, dias depois voltaram a cortar árvores mediante uma nova autorização passada pelo governo central. É mesmo para chorar. Dói o que se vê por aqui. Os chineses estão a dar cabo da nossa floresta. O problema é que até têm documentos passados pelo governo central e contra isso não se pode fazer nada, sublinhou Mané, acrescentando que a floresta que queriam classificada como comunitária e protegida, já está completamente destruída. Se a devastação continuar, pode gerar-se um conflito perigoso com a população”, avisou o responsável da associação de jovens de Fulacunda.