O governo de Cartum e uma das principais fações rebeldes desta região sudanesa chegaram a acordo sobre uma agenda para uma negociação abrangente de paz, mas a comunidade internacional deve manter todas as partes focadas na resolução do conflito
O governo de Cartum e uma das principais fações rebeldes desta região sudanesa chegaram a acordo sobre uma agenda para uma negociação abrangente de paz, mas a comunidade internacional deve manter todas as partes focadas na resolução do conflito Um responsável das Nações Unidas deixou o aviso na reunião do Conselho de Segurança da ONU esta quinta-feira. É imperativo que as partes, incluindo todos os movimentos armados e o governo do Sudão, cessem as hostilidades e se dediquem exclusivamente a apresentar as suas queixas através do diálogo pacífico, afirmou o subsecretário-geral para as Operações de Paz, Edmond Mulet. Segundo este responsável, as negociações iniciaram-se em Doha, a capital do Qatar, a 20 de janeiro, entre o Governo e o grupo rebelde Movimento Justiça e Igualdade (JEM) e estavam a ser mediadas por aichatou Mindaoudou Souleymane, mandatado para o efeito, e o governo do Qatar. Espera-se agora que as partes assinem uma agenda que defina os parâmetros para as negociações sobre o Documento de Doha para a Paz no Darfur (DDPD). O DDPD é a base para um cessar-fogo permanente e um amplo acordo de paz para acabar com o conflito que começou na região sudanesa há dez anos, colocando forças governamentais e milícias aliadas contra os grupos rebeldes locais.