Em todo o mundo, as discrepâncias entre os estilos de vida e os recursos dos habitantes estão mais acentuadas, alerta a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde
Em todo o mundo, as discrepâncias entre os estilos de vida e os recursos dos habitantes estão mais acentuadas, alerta a diretora-geral da Organização Mundial da Saúdeas desigualdades sociais estão quase no pior nível visto nos últimos 50 anos, disse Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), segunda-feira, 21 de janeiro, aos membros da diretoria executiva da OMS, em Genebra, na Suíça. Esta responsável, citada pela Rádio ONU, referiu que aliviar a miséria no mundo é um grande desejo, mas é neutralizado pelos escassos recursos, pouca capacidade, e muita ajuda descoordenada.
Para Margaret Chan, a expetativa pública em relação ao sistema de saúde está aumentar, enquanto o orçamento está a diminuir. Segundo a diretora-geral, os custos dispararam no momento de uma austeridade global. Referindo-se à reforma da OMS, Margaret Chan disse que algumas medidas já foram implementadas. a diretora afirmou que a organização reduziu em quase mil o número de funcionários e realizou cortes em despesas de viagens.
Entre os desafios da organização estão, segundo esta responsável, as consequências associadas ao envelhecimento da população e ao excesso de peso, o aumento do número de casos de doenças crónicas, e as alterações climáticas. a chefe da Organização Mundial da Saúde falou também sobre os avanços registados no combate a doenças como a tuberculose, a poliomielite, a SID a e as doenças tropicais negligenciadas.
a diretora da OMS lembrou, que em dezembro, a campanha de vacinação contra a meningite em África atingiu a marca de 100 milhões de pessoas vacinadas num prazo de dois anos. Os casos da doença nos dez países em que a campanha foi feita diminuíram de forma significativa. Os últimos dados da OMS revelam que a epidemia de meningite na África pode chegar ao fim.