Presidente da organização católica reclama a abertura imediata de um corredor humanitário que permita prestar assistência às pessoas afetadas pelo conflito bélico no país
Presidente da organização católica reclama a abertura imediata de um corredor humanitário que permita prestar assistência às pessoas afetadas pelo conflito bélico no país O presidente da Cáritas do Mali e o arcebispo de Bamako reclamaram este fim de semana a criação imediata de um corredor humanitário no país, devastado pela guerra, e apelaram à rede mundial da Cáritas e à comunidade internacional que ajudem a prestar auxílio aos milhares de cidadãos afetados pelo conflito armado. Está a começar um novo período de sofrimento para o povo do Mali. Por isso, agradecemos todo o apoio possível para que possamos ajudar o crescente número de pessoas deslocadas e refugiadas, afirmou o arcebispo de Bamako, monsenhor Jean Zerbo. Perto de 18 milhões de pessoas vivem desde o ano passado uma séria crise alimentar em toda a região do Sahel e as organizações humanitárias temem que a afluência de mais refugiados esgote as reduzidas reservas de alimentos nos países vizinhos, como o Níger, Burkina Faso, Senegal e Mauritânia. À medida que a situação se agrava, as pessoas necessitam cada vez mais de alimentos, água potável, produtos de higiene, medicamentos e outros artigos de emergência para assegurar as necessidades básicas. Estamos na temporada de mais frio e de maior humidade, o que faz com que a situação humanitária seja um pouco mais complicada, adiantou o arcebispo, citado pela agência Europa Press. Tendo em conta a gravidade da situação, a Cáritas espanhola libertou uma quantia de 100 mil euros, do fundo de emergência, para responder ao apelo da sua congénere do Mali. Esta ajuda servirá também para apoiar os planos de acolhimento dos refugiados, postos em marcha pelas Cáritas do Níger, Burkina Faso e Senegal.