Várias organizações lançaram um apelo no qual pedem aos ministros da União Europeia para fazerem mais pelos refugiados. O documento deixa o alerta: diversas nações da Europa «continuam a deter sírios»

Várias organizações lançaram um apelo no qual pedem aos ministros da União Europeia para fazerem mais pelos refugiados. O documento deixa o alerta: diversas nações da Europa «continuam a deter sírios»

a aministia Internacional, a Comissão das Igrejas para os Migrantes na Europa, o Conselho Europeu para os Refugiados e Exilados, e a Comissão Católica Internacional para as Migrações lançaram quinta-feira, dia 17 de janeiro, um apelo aos Ministros da Justiça e da administração Interna da União Europeia, para que atuem com brevidade na ajuda aos refugiados que fogem da Síria. O documento enviado refere que desde o início do conflito na Síria, em abril de 2011, cerca de 23. 500 sírios pediram asilo na União Europeia (UE), dos quais 15 mil na alemanha e na Suécia. De acordo com o texto, os sírios que chegam à Grécia têm enfrentado sérias dificuldades para submeter os seus requerimentos, sendo por vezes empurrados para a Turquia pelas autoridades gregas. Em vários países da União Europeia, pode ler-se no comunicado, as rejeições atingem os 50 por cento e os sírios a quem é recusado o asilo são deixados num limbo, e diversos países da União Europeia continuam a deter sírios.
O apelo termina com váriasrecomendações direcionadas aos ministros da UE, para que, entre outras propostas, escolham uma abordagem comum para o drama destas pessoas, garantam a suspensão dos reenvios para a Síria de cidadãos sírios e de outras nacionalidades residentes na Síria, e não recorram à detenção como medida para controlar a imigração, a não ser em circunstâncias excecionais e em último recurso.