Responsável da Santa Sé teme que o relativismo moral possa minar os alicerces da liberdade individual de consciência e de religião. a reação surgiu na sequência do julgamento de quatro casos em tribunal, apresentados por cristãos do Reino Unido
Responsável da Santa Sé teme que o relativismo moral possa minar os alicerces da liberdade individual de consciência e de religião. a reação surgiu na sequência do julgamento de quatro casos em tribunal, apresentados por cristãos do Reino UnidoO secretário do Vaticano para as relações com os Estados, Domique Mamberti, manifestou-se preocupado com as restrições à liberdade religiosa, depois do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) ter julgado quatro processos apresentados por cristãos do Reino Unido e ter dado razão a apenas um dos queixosos. Há um risco real de que o relativismo moral, que se está a converter numa nova norma social, possa minar os alicerces da liberdade individual de consciência e de religião, afirmou o arcebispo numa entrevista à Rádio Vaticano, difundida esta quarta-feira, 16 de janeiro. O TEDH anunciou terça-feira as sentenças de quatro processos relacionados com a liberdade de consciência e religiosa. Os juízes apenas deram razão a uma antiga funcionária de uma companhia de aviação, dispensada por se ter recusado a retirar o crucifixo que usava ao peito. Segundo os magistrados, a liberdade religiosa engloba a liberdade de manifestar a própria religião, inclusive no local de trabalho, mas a prática religiosa pode ser restringida quando invade os direitos de outros. Para Mamberti, estas decisões mostram que as questões relativas à liberdade de consciência e de religião são complexas, em particular numa sociedade europeia marcada pelo aumento da diversidade religiosa e o endurecimento correspondente do laicismo.