Temendo uma catástrofe humanitária provocada pelas tempestades de inverno, um arcebispo da Jordânia mandou abrir as igrejas e os centros paroquiais para acolher as pessoas que fugiram da guerra na Síria
Temendo uma catástrofe humanitária provocada pelas tempestades de inverno, um arcebispo da Jordânia mandou abrir as igrejas e os centros paroquiais para acolher as pessoas que fugiram da guerra na Síriaas tempestades de neve e as chuvas gélidas que se abateram nos últimos dias sobre o campo de refugiados de Zaatari, na Jordânia, levaram o arcebispo local a ordenar a abertura das igrejas e dos complexos paroquias aos refugiados sírios, para evitar uma catástrofe humanitária. Todas as nossas igrejas e salas paroquiais, a partir da estrutura do centro Notre Dame de la Paix de amã, estão prontas para acolher os nossos irmãos sírios cristãos e muçulmanos, até agora mantidos no campo de Zaatari. Cuidaremos daqueles que conseguirmos hospedar, declarou Maroun Lahham à agência Fides. as chuvas torrenciais derrubaram centenas de tendas no campo de Zaatari, causaram algumas vítimas e provocaram a revolta entre os cerca de 60 mil refugiados. Perante o agravamento das já precárias condições de vida dos deslocados, o diretor da Cáritas da Jordânia, Wael Suleiman, pediu o encerramento do espaço e solicitou o apoio da Igreja. Neste momento, calcula-se que mais de 280 mil sírios estejam refugiados na Jordânia. Para auxiliar as operações de emergência originadas pelo mau tempo, a arábia Saudita anunciou a doação de 10 milhões de dólares (7,4 milhões de euros). Segundo dados das Nações Unidas, o número de refugiados sírios registados nos países do Médio Oriente ascende a 600 mil, podendo chegar a um milhão se o conflito se mantiver.