Na esteira dos acordos alcançados para acabar com a rebelião neste país centro-africano, o enviado da ONU disse que a comunidade internacional tem de ajudar a retirar o país do abismo, de uma forma mais eficaz, diplomática e financeira
Na esteira dos acordos alcançados para acabar com a rebelião neste país centro-africano, o enviado da ONU disse que a comunidade internacional tem de ajudar a retirar o país do abismo, de uma forma mais eficaz, diplomática e financeiraEste fim de semanapode ser marcante para a República Centro-africana (RCa), depois de alcançados acordos que visam pôr um ponto final na rebelião no país, que tem afetado milhares de pessoas nas últimas semanas. a segurança é fundamental para a paz e o desenvolvimento, o país exige um exército e umas forças de segurança funcionais e eficazes e o Governo tem de estar presente em todas as regiões da RCa, sublinhou Margaret Vogt, representante especial do secretário-geral da ONU e responsável do gabinete integrado das Nações Unidas para a construção da Paz no país (BINUCa, na sigla internacional), numa reunião do Conselho de Segurança da ONU. Temos esperança que os acordos que foram assinados hoje [sexta-feira], em Libreville, contenham no imediato a situação explosiva e permitam acalmar a situação na RCa, insistiu Margaret Vogt. No entanto, a incapacidade de ir mais longe para discutir as razões para a falta de implementação de acordos anteriores e para corrigir isso, pode levar mais este [acordo] a falhar, lançando o país de novo mais alguns anos para baixo da linha, como resultado de expectativas perdidas e frustração. a RC a tem uma história de instabilidade política e conflitos armados recorrentes. a autoridade do Estado é fraca em muitas partes do território. as tensões étnicas no norte, a atividade rebelde e a presença de membros do grupo armado ugandês conhecido por Exército de Resistência do Senhor (LRa) juntaram-se às habituais insegurança e instabilidade do país, o que provocou um deslocamento interno de pessoas significativo.