Repensar a nossa própria vida a partir da experiência dos outros é uma boa ginástica mental e espiritual para quem procura cumprir os seus sonhos
Repensar a nossa própria vida a partir da experiência dos outros é uma boa ginástica mental e espiritual para quem procura cumprir os seus sonhosDescobrir como os outros avaliam o próprio caminhar suscita em nós a vontade de encontrar não uma, mas dez novas aprendizagens que a vida tem escondidas também para cada um de nós. O afonso e a ana são dois jovens da Consolata que, após o curso universitário, decidiram mergulhar na desafiante aventura de viver de modo diferente. Eis uma bela prenda do Natal enviada por e-mail para todos nós. Olá! Somos o afonso e a ana. Vivemos há cinco meses na Irlanda do Norte após uma decisão louca e arriscada que tomámos em conjunto. Tudo isto começou porque existem alturas da vida em que paramos e sentimos que somos apenas seres que respiram. Seres que deambulam pela vida. Esta paragem aconteceu há um ano. Estávamos em Portugal a discutir os nossos sonhos e o nosso futuro.com muita tristeza, verificámos que em três anos não fizemos nada daquilo que realmente queríamos. Estávamos a ser engolidos pela típica sociedade onde o que interessa é ter um trabalho. Muitas vezes ouvimos: o que interessa é teres dinheirinho!!! Não interessa se estás no Jumbo ou no Continente! Já tens sorte em ter emprego.como se o vazio que se sente não importasse ou não existisse. Estávamos a tornar-nos naquilo que sempre criticamos nos nossos retiros e formações juvenis, naquilo que mais temíamos. Decidimos rever as nossas opções: a nossa situação em Portugal era frágil, porque um andava a trabalhar em empregos sem relação com a sua vocação e o outro, só por alguma sorte, trabalhava na sua área. No entanto, e com a falta de perspectivas futuras (não só de emprego, mas principalmente de cumprir os nossos sonhos) decidimos mudar a nossa abordagem perante a vida. Nada do que temos é permanente e temos sempre que trabalhar para encontrarmos o nosso lugar de destino. Por isso: Ou continuaríamos a nossa aborrecida e inútil vida ou largaríamos tudo e seguíamos aquilo para que há muito éramos chamados. Durante o tempo que estivemos na Consolata ouvimos muitas vezes falar em voluntariado no estrangeiro.começámos a pesquisar e encontrámos em Belfast uma oportunidade, de acordo com os objetivos da ana, para trabalhar com os sem-abrigo Perfeito! Pensámos nós! Como diz allamano: Deus chama-me hoje e não sei se me chamará amanhã. ao fim de seis meses, estávamos no aeroporto com os nossos pais e alguns amigos. Deixámos para trás aquilo que maispreservávamosna nossa pequena cidade. Muitas lágrimas correram. Faz agora cinco meses que começámos esta nova aventura e acreditem que nunca nos sentimos tão vivos! Todos os dias é uma bênção e não há uma mas dez novas aprendizagens! E desejamos que continue assim. Pelo meio de muitas peripécias e aventuras, já nos encontramos um pouquinho estabelecidos nas terras de sua majestade e continuamos a integrar-nos. Todo o risco, todos os receios, todos os medos que tivemos estão a dar lugar cada vez mais a novas expectativas, alegrias e esperanças no objetivode cumprirmos os nossos sonhos. apesar de tudo o que estamos a viver, não nos esquecemos das pessoas que estão em Portugal e não têm tempo para parar e pensar naquilo para que são chamadas. Vivem uma vida incompleta e sem rumo algum. a estes e a estas dizemos: aproveitem este tempo para fugir daquilo que é ordinário e reinventem-se! acreditem que a mudança é positiva e que Deus estaráem vós para vos guiar!Para aqueles que procuram a essência de viver desejamos que encontrem aquilo que procuram!.