Os confrontos entre tribos rivais no Quénia voltaram a fazer vítimas. a grande quantidade de armas ligeiras que circula sem controlo no país facilita a realização dos ataques
Os confrontos entre tribos rivais no Quénia voltaram a fazer vítimas. a grande quantidade de armas ligeiras que circula sem controlo no país facilita a realização dos ataques a região do rio Tana, no Quénia, viveu mais uma madrugada de violência, no final desta semana, devido aos confrontos entre as tribos Pokomo e Orma. Em resposta a um anterior ataque, os agressores invadiram a aldeia de Kibusu e incendiaram 19 casas, provocando pelo menos 11 mortos, cinco dos quais eram crianças. as vítimas morreram queimadas, dentro das habitações. O clima de tensão entre agricultores (Pokomo) e pastores (Orma) tem-se agravado nos últimos meses, com assaltos armados recíprocos, por causa das pastagens e dos pontos de água. Segundo a agência Fides, suspeita-se que os confrontos estejam a ser alimentados por políticos, com vista a ganharem vantagem nas eleições presidenciais, parlamentares e autárquicas deste ano. O grande número de armas ligeiras em circulação também favorece os ataques. De acordo com uma agência nacional de combate à proliferação de armas ilegais, já foram apreendidas perto de 600 mil armas de fogo no Quénia, que se presume serem provenientes da Somália e de outros países vizinhos.