«Como Jesus, aprendamos a fazer dom total de nós mesmos», pediu Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, dia 9, na Sala Paulo VI
«Como Jesus, aprendamos a fazer dom total de nós mesmos», pediu Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, dia 9, na Sala Paulo VIO Papa partiu do mistério da encarnação que se celebra neste tempo litúrgico, pelo qual o Filho Unigénito de Deus encarnou e se fez homem, para nos tornar participantes da sua natureza divina e comparou o que se faz neste período com a troca de presentes em sinal de amizade e estima e o que aconteceu na noite de Natal, em que vimos Jesus assumir a nossa humanidade, para nos dar a sua divindade: ao fazer-se carne, quis dar-se a Si mesmo aos homens. Jesus é o presente maior. E acrescentou que quem não consegue dar algo de si mesmo, dá sempre demasiado pouco. Criticou depois a tendência de compensar ou substituir com coisas materiais o compromisso de nos darmos a nós próprios, quando o mistério da encarnação mostra que Deus não procede assim; não Se limita a dar-nos coisas, mas quis dar-se a Si mesmo no seu Filho Unigénito. Deus fez-se um de nós, para nos comunicar a sua própria vida; e fê-lo, não com a investida de um soberano que subjuga o mundo com o seu poder, mas com a humildade dum Menino. Em Jesus, manifesta-se plenamente o homem ao homem, observou Bento XVI. Terminou o seu discurso com uma cordial saudação a todos os peregrinos de língua portuguesa, agradeceu a sua presença e desejou que a riqueza imensa e inesgotável que é Cristo, o Deus feito homem traga a verdadeira felicidade. Revesti-vos de Cristo! E, com Ele, o vosso ano Novo não poderá deixar de ser feliz.