O secretário-geral das Nações Unidas «lamenta profundamente» a decisão de um tribunal de recurso do Bahrein ao manter as sentenças, incluindo de prisão perpétua, contra 20 ativistas políticos do país. O seu crime foi protestar pela democracia
O secretário-geral das Nações Unidas «lamenta profundamente» a decisão de um tribunal de recurso do Bahrein ao manter as sentenças, incluindo de prisão perpétua, contra 20 ativistas políticos do país. O seu crime foi protestar pela democracia Ban Ki-moon reitera a sua firme convicção de que a única maneira de promover a paz, a estabilidade, a justiça e a prosperidade no Bahrein é através de um diálogo nacional que reflita as legítimas aspirações de todos os cidadãos do país, e em que todas as comunidades possam participar livremente, sem medo ou intimidações, assinalou o porta-voz do secretário-geral. Esta tomada de posição surge depois de um tribunal de recurso do Bahrein ter mantido as sentenças, incluindo de prisão perpétua, a 20 ativistas políticos pró-democracia. Os apelos do secretário-geral [são para que] todos os barenitas contribuam para a criação de uma atmosfera pacífica e propícia para que tal diálogo se inicie o mais depressa possível. O porta-voz sublinhou que Ban Ki-moon também apela ao Governo do Bahrein para manter o seu recente compromisso com a reforma judicial. No início de 2012, este país do golfo Pérsico viveu confrontos entre as forças de segurança e manifestantes, um ano após amplos protestos civis terem surgido pela primeira vez no Bahrein. Em junho de 2011, o rei do território estabeleceu a chamada Comissão Independente de Inquérito do Bahrein para investigar os incidentes pró-democracia.