a missão da ONU deixou Timor-Leste no último dia do ano de 2012. O Paquistão foi um dos países que mais contribuí­ram para o contingente da polícia, desde a criação da missão em 2006. Seis anos depois, os timorenses assumem as suas responsabilidades
a missão da ONU deixou Timor-Leste no último dia do ano de 2012. O Paquistão foi um dos países que mais contribuí­ram para o contingente da polícia, desde a criação da missão em 2006. Seis anos depois, os timorenses assumem as suas responsabilidadesEra setembro de 1999 Timor-Leste vivia em convulsão depois do seu último espasmo de violência, recorda a ONU numa reportagem especial que assinala a saída da missão de paz do país. agora, como avisa Finn Reske-Nielsen, os timorenses ficam muito mais ao comando “‹”‹e nós vamos tornando-nos mais periféricos. E é assim que deve ser. Há pouco mais de 23 anos, Díli, a capital, estava em chamas. Havia milícias pró-indonésias, que provocavam tumultos por todo o lado, depois da população ter votado esmagadoramente pela independência numa consulta popular organizada pelas Nações Unidas. O regime indonésio tentava condicionar pela violência o que as urnas tinham desvelado: a vontade da independência.como nota o centro de informações da ONU, os despojos amargos de uma ocupação indonésia de 24 anos tinha finalmente empurrado a pequena ilha para o abismo. Parecia uma zona de guerra, recorda ainda Finn Reske-Nielsen, representante interino especial do secretário-geral e atual responsável da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT). Reske-Nielsen chegou a Timor com a administração Transitória das Nações Unidas em Timor-Leste (UNTaET) – a missão da ONU que agora terminou e que teve um mandato amplo projetado para ajudar na transição do território para a independência, enquanto que as cinzas de casas incendiadas pelo país iam-se extinguindo. Essa destruição forçou cerca de 500 mil timorenses, de uma população de 890 mil, a deixarem as suas casas. abundavam então relatos do que o Conselho de Segurança da ONU descreveu como violações sistemáticas, generalizadas e flagrantes da lei internacional humanitária e dos direitos humanos. Não havia absolutamente nada lá. Não havia água, não havia eletricidade. Não havia comida. Reske-Nielsen agora sai de um país diferente. De 1999 a 2013 muito mudou. Mas a comunidade internacional continuará atenta ao futuro de Timor-Leste.