Comissão de defesa dos direitos humanos registou um aumento de 60 por cento no número de pessoas detidas por motivos políticos, em 2012. O governo cubano rejeita os dados e acusa os dissidentes de estarem ao serviço dos americanos
Comissão de defesa dos direitos humanos registou um aumento de 60 por cento no número de pessoas detidas por motivos políticos, em 2012. O governo cubano rejeita os dados e acusa os dissidentes de estarem ao serviço dos americanosO número de presos políticos em Cuba triplicou em dois anos e as previsões para 2013 apontam para um novo crescimento. Segundo a Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN), em 2012 registaram-se mais de 6. 000 detenções por razões políticas, mais 60 por cento do que no ano anterior e três vezes mais do que em 2010. O governo cubano rejeita estes números, alegando que os dissidentes são mercenários ao serviço do seu inimigo principal, os Estados Unidos da américa. Mas o certo é que a maioria dos presos diz estar em reclusão por ser contra o regime e os dados da comissão, embora não possam ser comprovados de forma independente, são usados como referência por diversos organismos internacionais. a não ser que ocorram imprevistos significativos, a CCDHRN prevê que durante o ano de 2013 a situação dos direitos civis e políticos, e de outros direitos fundamentais, continuará a piorar em Cuba, disse Elizardo Sánchez, porta-voz da comissão, que apurou uma média mensal de 550 detenções temporárias em 2012, em comparação com as 343 ocorridas todos os meses em 2011. as autoridades cubanas continuam a afirmar que garantem todos os direitos humanos aos cidadãos da ilha, entre eles saúde e educação gratuitas. Em maio passado, o governo anunciou ter uma população prisional de 57 mil pessoas, um número inferior ao divulgado pela CCDHRN, que apontava para existência de perto de 80. 000 presos.