a UNICEF pediu para que se pare imediatamente com o recrutamento de crianças por grupos rebeldes e milícias pró-governamentais na República Centro-africana, numa altura em que se multiplicam denúncias de uso crescente desta prática
a UNICEF pediu para que se pare imediatamente com o recrutamento de crianças por grupos rebeldes e milícias pró-governamentais na República Centro-africana, numa altura em que se multiplicam denúncias de uso crescente desta práticaUma série de grupos rebeldes e várias milícias pró-governamentais tornaram-se mais ativas nas últimas semanas na capital de Bangui e em todo o país no recrutamento de crianças, afirmou esta sexta-feira o representante da UNICEF para a República Centro-africana (RCa), Souleymane Diabaté. Fontes fiáveis informaram-nos que as crianças estão a ser recrutadas para as suas fileiras. Estes relatos são uma séria preocupação. Por isso, Souleymane Diabaté exigiu em nome da UNICEF que se acabe imediatamente com esse recrutamento, num momento em que chegam muitas denúncias de uma prática crescente.

a nossa equipa no terreno está a trabalhar com parceiros para monitorizar, verificar e responder a graves violações dos direitos das crianças, incluindo o recrutamento por grupos armados – os que estão em maior risco são crianças que perderam as suas casas, estão separadas das suas famílias ou já estiveram associadas a grupos armados, sublinhou o representante da UNICEF.

Segundo este Fundo, antes mesmo desta última onda de violência neste país centro-africano, que eclodiu em dezembro passado, cerca de 2500 crianças – raparigas e rapazes – tinham estado associadas a vários grupos armados, incluindo grupos de autodefesa na RCa. a agência da ONU estima que esse número suba por causa do mais recente conflito.