Grupo de jovens criou uma banda e pretende aproveitar a música para apelar à união entre as comunidades da região sul-sudanesa de Jonglei, sobretudo entre os pastores que lutam pelo controlo dos recursos naturais
Grupo de jovens criou uma banda e pretende aproveitar a música para apelar à união entre as comunidades da região sul-sudanesa de Jonglei, sobretudo entre os pastores que lutam pelo controlo dos recursos naturais Mais do que serem Dinka, Nuer ou Murle, a partir de agora todos devem sentir-se cidadãos do Sudão do Sul. Esta é a mensagem que um quarteto de jazz pretende levar às povoações de Jonglei, uma região onde a conquista da independência não acabou com os conflitos pelo controlo dos recursos naturais. O grupo, constituído por quatro jovens, deu o primeiro concerto no último dia do ano de 2012 e já tem atuações marcadas para algumas das zonas mais afetadas pelos confrontos entre pastores das etnias Murle e Nuer. as disputas pelo controlo do gado, das zonas de pastagem e da água, reacenderam-se em dezembro de 2011 e em poucos meses provocaram perto de 900 vítimas, fomentando o aparecimento de novos grupos rebeldes. O exército foi obrigado a promover um programa de desarmamento. O Sudão do Sul declarou independência de Cartum, depois de 20 anos de guerra civil. Um dos problemas que ameaça o desenvolvimento económico e social do país, um dos mais pobres da África, é a diferença entre alguns dos 64 grupos étnicos. Segundo o porta-voz da banda de jazz, William Doko, citado pela agência Misna, em Jonglei os confrontos têm afetado sobretudo o comércio.