Os elementos da coligação rebelde «Seleka» exigem a saída do Presidente da República Centro-africana e ameaçam avançar sobre a capital do país. O grupo de insurgentes está a menos de 160 quilómetros de Bangui
Os elementos da coligação rebelde «Seleka» exigem a saída do Presidente da República Centro-africana e ameaçam avançar sobre a capital do país. O grupo de insurgentes está a menos de 160 quilómetros de Bangui Num momento em que decorre a visita do presidente da União africana (Ua) à capital da República Centro-africana, para mediar o conflito interno, os rebeldes da coligação Seleka fizeram um ultimato ao Presidente centro-africano, François Bozize. Ou ele abandona o poder, ou o movimento toma a cidade de Bangui de assalto. Os países da África Centro já advertiram que não aceitarão o ataque, mas o certo é que os insurgentes estão apenas a 160 quilómetros da capital. O Presidente Bozize deve reconhecer sua derrota militar e tirar conclusões, afirmou Eric Massi, porta-voz da coligação, dando a entender que o movimento está cada vez menos disposto ao diálogo. Para chegar à capital, aos rebeldes, posicionados em Sibut, basta tomar o controle de Damara, onde estão reunidas as forças armadas centro-africanas e um contingente do exército do Chade. a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEaC) pediu ao movimento que interrompa o avanço. Depois de um encontro com líder da Ua, François Bozize disse estar disposto a formar um governo de união nacional com a coligação rebelde e prometeu não se recandidatar à presidência em 2016. Os rebeldes ficaram de analisar a proposta mas ainda não se pronunciaram.