O último debate que antecipa as eleições presidenciais americanas teve lugar esta madrugada. Numa coisa os dois candidatos estão de acordo: o uso de «drones» na «guerra ao terrorismo». O que preocupa a amnistia Internacional
O último debate que antecipa as eleições presidenciais americanas teve lugar esta madrugada. Numa coisa os dois candidatos estão de acordo: o uso de «drones» na «guerra ao terrorismo». O que preocupa a amnistia Internacional O alerta é da amnistia Internacional (aI): as missões americanas que usam drones – aviões não tripulados – não atingem apenas supostos alvos terroristas, longe de qualquer campo de batalha reconhecida e sem acusação ou julgamento, mas acabam muitas vezes por provocar vítimas entre civis, que noutros tempos muitos apelidavam de danos colaterais. a organização de direitos humanos – horas antes do debate entre o atual Presidente americano, Barack Obama, recandidato democrata, e o seu opositor republicano, o governador Mitt Romney, que teve lugar nos Estados Unidos da américa (EUa) durante a madrugada desta terça-feira – lançou a dúvida sobre se um conjunto de temas de direitos humanos estariam no centro do debate pela primeira vez dedicado à política externa. O que dizem o Presidente Obama e o governador Romney sobre os drones’?, questionava a amnistia, na página em que promove uma petição que pede o fim destas missões e dos seus assassinatos. ambos os candidatos presidenciais têm falado a favor de drones’, que têm sido descritos como uma ferramenta de precisão tecnologicamente avançada para alvejar suspeitos em áreas remotas, aponta a aI. Não há muitas coisas que se saiba sobre a política de drones’ dos EUa, como por exemplo, as regras para o Governo se comprometer nestes ataques. as missões de drones’ e a estratégia para os operar está sob um manto de segredo, avisa a organização não governamental. No entanto, sublinha a aI, o que se sabe é assustador: a matança deliberada de indivíduos considerados pelo Governo dos EU a como suspeitos de terrorismo, longe de qualquer campo de batalha reconhecido e sem acusação ou julgamento, levanta sérias preocupações de que os EU a estejam a cometer execuções extrajudiciais em violação da lei dos direitos humanos internacionais.