Quatro anos de seca, o braço de ferro com a Etiópia por questões fronteiriças e as medidas económicas do governo estão a afundar a a débil economia da Eritreia.
Quatro anos de seca, o braço de ferro com a Etiópia por questões fronteiriças e as medidas económicas do governo estão a afundar a a débil economia da Eritreia.
Meaza, mãe de duas crianças, trabalha como mulher-a-dias, em asmara, capital da Eritreia. Gasta metade do salário mensal – 400 nacfa (26 euros) – no aluguer do quarto em abashawl, um bairro pobre nos subúrbios da cidade.
“O meu marido é militar. Costumava pagar a renda, mas agora estamos divorciados”, disse à agência IRIN. “Normalmente, comemos duas vezes por dia, na maior parte das vezes shiro (feijões). Quando temos fome visitamos parentes os que vivem um pouco melhor”.
Meaza, que se recusou a identificar-se, não é uma excepção num país que sofre a seca anos consecutivos, com uma economia em declí­nio e uma disputa de fronteira não resolvida com a Etiópia. De acordo com fontes governamentais, o conflito forçou a Eritreia a gastar grande parte dos seus magros recursos em armamento militar. a degradação da economia é acompanhado pela falta de combustível e pelo aumento dos preços dos bens de consumo.
O governo alega que a grande causa da crise são os quatro anos de seca que afligiram o país, juntamente com a questão fronteiriça. Pelo seu lado, os críticos acusam o governo de seguir políticas económicas desastradas, que degradam a economia.

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