Primeira sexta-feira santa depois da visita do papa Bento XVI a Cuba foi feriado. Tal já não acontecia desde 1960, quando a revolução de 1959, liderada por Fidel Castro, eliminou essa data do calendário
Primeira sexta-feira santa depois da visita do papa Bento XVI a Cuba foi feriado. Tal já não acontecia desde 1960, quando a revolução de 1959, liderada por Fidel Castro, eliminou essa data do calendário Marcada por uma longa oposição e resistência à fé religiosa, a Igreja católica cubana exaltou o perdão e a reconciliação durante a primeira sexta-feira santa de feriado nas últimas décadas da ilha. O evento foi marcado pela transmissão, em direto para todo o país por um canal estatal, da homilia do cardeal cubano, Jaime Ortega, a partir da catedral de Havana. No templo, estavam fiéis da comunidade, turistas e alguns integrantes do grupo dissidente Damas de Branco, incluindo a porta-voz Berta Soler. Durante mais de uma hora, os cubanos puderam ver e escutar as palavras do arcebispo de Havana, que sublinhou o valor do perdão como parte do testamento de Jesus. Sem perdão não podemos ter relações interpessoais sãs, como vida familiar, convivência social, reconciliação entre grupos e entre os povos entre si. Berta Soler, porta-voz das Damas de Branco, referiu-se à presença de uma representante do grupo na missa da catedral, quando as damas são fustigadas e reprimidas pelo governo para não participarem nas missas dominicais e nas manifestações nas ruas da ilha. Estamos aqui para pedir a Deus que nos ilumine e nos proteja. Vamos continuar esta luta pacífica pela liberdade dos nossos seres queridos e, principalmente, por uma nova Cuba. Temos que respeitar os direitos humanos no nosso país. Esta sexta-feira da semana santa voltou a ser celebrada como dia feriado em Cuba, depois que a revolução de 1959, liderada por Fidel Castro, eliminou essa data do calendário. a decisão é do Conselho de Ministros, anunciada três dias depois do papa Bento XVI ter visitado Cuba, que pediu ao presidente Raúl Castro o feriado religioso. O governo cubano declarou 6 de abril data de recesso laboral com caráter excecional. Mas espera-se que as autoridades cubanas tornem a medida como definitiva. Embora a nossa cultura religiosa católica não esteja tão enraizada, acho que devemos respeitar este dia porque é a forma de demonstrar que respeitamos essa religião e seus seguidores, afirmou annia González, uma estudante de 22 anos, que não é católica. Miguel Valverde, 79 anos, afirmou que a decisão do governo de eliminar o feriado do calendário foi um grande erro porque o povo cubano é religioso. a Igreja em Cuba calcula que apenas um por cento da população participe regularmente na missa, embora, segundo dados do Vaticano, os católicos cubanos atinjam os 60 por cento da população.