Numa decisão não muito pacífica, o Primeiro-Ministro australiano anunciou o envio de mais tropas para o Iraque. Estas são destinadas à protecção de tropas não-combatentes do Japão.
Numa decisão não muito pacífica, o Primeiro-Ministro australiano anunciou o envio de mais tropas para o Iraque. Estas são destinadas à protecção de tropas não-combatentes do Japão. O Primeiro-Ministro australiano John Howard anunciou que vai duplicar as tropas enviadas para o Iraque. Este anuncio contraria a posição inicial de apoiar o primeiro esforço da coligação no Iraque, para depois as tropas regressarem ao seu país. Não há ainda uma posição concreta quanto à duração desta acção, as tropas são enviadas inicialmente por um ano, ao fim desse tempo far-se-á uma análise da situação.

é uma força de 450 homens que estarão sob comando australiano, em colaboração com tropas britânicas. Serão enviados para Muthanna com a função de proteger um contingente de tropas não-combatentes japonês, o qual se dedica a projectos de engenharia, incluindo a reconstrução de estradas e escolas. Os australianos continuarão também envolvidos no treino das forças de segurança iraquianas.

O Primeiro-Ministro australiano esteve em contacto telefónico com o Primeiro-Ministro japonês, Junichiro Koizumi, e com o Primeiro-Ministro britânico, Tony Blair, na passada segunda-feira, ambos pedindo mais tropas. O medo, segundo John Howard, era de que os japoneses abandonassem o Iraque se não fossem mandadas mais tropas para os proteger, o que poderia significar o fim da coalição, num momento crucial para o Iraque.

Neste momento há cerca de 900 soldados australianos no Iraque, entre armada, marinha e força aérea, mas apenas 160 tropas de combate no terreno. O compromisso adicional significará um aumento entre 250 milhões e 300 milhões de dólares, que terão de sair dos cofres do governo australiano.

as reacções não se fizeram esperar. O próprio Major General Ken Gillespie, chefe das forces armadas australianas, afirmou ter ficado chocado com decisão. São apenas 10 semanas para preparar as tropas e teme não poder prepará-las devidamente. Por outro lado será necessário reforçar os meios na zona para dar-lhes protecção.

Também o líder da oposição, Kim Beazley, teve uma forte reacção afirmando a sua confiança nas tropas e pedindo que se esclareçam as razões para esta mudança. Beazley pede também que se aclare a estratégia e o calendário de retirada das tropas.

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