as vítimas assinam um documento que não percebem e que autoriza uma operação. Julgam tratar-se de um tratamento para o ví­rus da Sida
as vítimas assinam um documento que não percebem e que autoriza uma operação. Julgam tratar-se de um tratamento para o ví­rus da SidaNa Namíbia, as mulheres seropositivas são enganadas por médicos, que não as informam bem. Nos hospitais públicos em que recebem tratamentos, acabam por ser esterilizadas, sem se aperceberem. São levadas a assinar um documento, redigido em inglês,que autoriza a intervenção (laqueamento das trompas). Os técnicos de saúdereferem-seà operaçãocomo um tratamento para a Sida. Muitas só tomam conhecimento de que já não podem ter filhos, mais tarde durante uma consulta, avança o jornal digital afrik.com.
a esterilização pode ter repercussões graves nas mulheres, tanto a nível psicológico como social. a sociedade e as próprias famílias rejeitam-nas por não poderem ter filhos. Para as mais jovens, é a destruição de um sonho: casar e constituir família. Uma mulher estéril tem muito mais dificuldades em arranjar um companheiro. Em muitos países africanos,o sexo femininocontinua aser valorizado pelo seu papel de mãe e dona de casa.
além de serem enganadas, as mulheres são também alvo de discriminação. algumas enfermeiras recusam-se a tocar nas doentes da Sida (Síndrome da Imunodeficiência adquirida), nomeadamente nas que estão grávidas. Nota-se um profundo desconhecimento dos médicos em relação à doença. Julgam que as mulheres seropositivas não têm capacidade para tratar delas e das suas famílias. Logo, consideram agir para o bem da sociedade ao esterilizarem as portadoras da doença. Existem, no entanto, tratamentos para reduzir e até impedir a transmissão da doença, de mãe para filho.