Um relatório recente recomenda uma maior atenção do governo para com os pequenos e médios produtores. Lei de segurança alimentar deve ser resolvida urgentemente
Um relatório recente recomenda uma maior atenção do governo para com os pequenos e médios produtores. Lei de segurança alimentar deve ser resolvida urgentementeNo Panamá, 4 em cada 10 pessoas vivem em situação de pobreza total, sendo que 16,6 por cento da população está em situação de pobreza extrema, avança aagência adital. O relatório avançado aos Direitos à alimentação, divulgado no mês de Maio, aponta para a pobreza, insegurança alimentar e falta de estruturas sociais e políticas como grandes problemas do país. Foi elaborado pelo projecto Iniciativa américa Latina e Caribe Sem Fome que conta com o apoio da FaO (Organização das Nações Unidas para agricultura e alimentação).
Os mais afectados são as populações rurais e indígenas. Os dados divulgados pelo estudo, segundo a mesma agência, revelam a falta de cuidados do estado para com as populações indígenas, que apresentam um nível de pobreza de 98,5 por cento. Na zona rural ronda os 63 por cento. O relatório aconselha ao governo de direccionar as suas políticas a favor dos pequenos e médios produtores, considerando-os as maiores vítimas da crise.
O documento classifica o Panamá como um país que tem situado as necessidades nutricionais da população como matéria de política do estado. Refere que a lei de segurança alimentar deve apresentar uma clareza institucional das competências que cada organismo deve cumprir no marco do Direito à alimentação. a mesma lei deverá ser aprovada com urgência. Considera-se urgente levar a cabo acções para socializar esse direito na sociedade e capacitar os agentes públicos e privados que se relacionam com a alimentação , adianta o relatório.