Os mais recentes casos de raptos e assassínios em série trouxeram à mente dos coreanos um problema frequente, muitas vezes ignorado pela sociedade: em todo o país desaparecem todo os dias várias pessoas
Os mais recentes casos de raptos e assassínios em série trouxeram à mente dos coreanos um problema frequente, muitas vezes ignorado pela sociedade: em todo o país desaparecem todo os dias várias pessoasTodos os anos, são dadas como desaparecidas entre 50 a 60 mil pessoas. Na maioria são menores de idade, pessoas com deficiências mentais e idosos que sofrem de demência. as pessoas com mais de 14 anos ou adultos não são considerados desaparecidos, porque saem de casa por vários motivos.
Desde que as estatísticas começaram a ser elaboradas em 2006, o número tem vindo a aumentar. Só nos primeiros seis meses de 2008 atingiu os 35. 439 casos, ao passo que durante todo o ano de 2006 chegou aos 57. 739. É um número demasiado elevado para um país tão pequeno como a Coreia, com cerca de 50 milhões de habitantes. Bem mais alto que noutros países industrializados. No vizinho Japão desapareceram ou saíram de casa 88 mil pessoas em 2007. Tendo em conta a sua população japonesa de 120 milhões, a percentagem permanece menor do que a coreana.
Dado o escalar da situação, a polícia montou um sistema nacional de coordenação e investigação de crianças desaparecidas. Trata-se do grupo social mais vulnerável. Em 2005, a lei que protege e apoia crianças desaparecidas levou à criação da agência Policial para Crianças Desaparecidas. O organismo funciona 24 horas por dia e coordena os esforços das autoridades nacionais com as esquadras locais.
Um dos programas de televisão mais vistos ao longo de vários anos tem sido o Hachim Madang (Pátio Matinal). Diariamente, aparecem nos ecrãs pessoas à procura de familiares que não vêem há vários anos. Nalguns casos há mais de 30.