O Papa suspendeu a ex-comunhão de quatro bispos ordenados pelo arcebispo francês ultra-conservador, Marcel Lefébvre, fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio X
O Papa suspendeu a ex-comunhão de quatro bispos ordenados pelo arcebispo francês ultra-conservador, Marcel Lefébvre, fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio XBento XVI põe, assim, fim a um processo de negociações que durou mais de três anos. Logo quando foi eleito, o Pontífice tinha dado passos de aproximação à Fraternidade.
Começou por receber o bispo Fellay, naquele mesmo ano e, em Julho de 2007, autorizou que a celebração da Eucaristia pudesse seguir o rito tridentino (uso do latim), o que tinha sido praticamente abandonado após o Concílio Vaticano II. Já em Junho de 2008, o Vaticano pediu aos sacerdotes da Fraternidade, apenas, que não ponham em causa a autoridade do Papa nem façam declarações em contradição com a hierarquia da Igreja.
O Il Giornale, citado pelo Público, adianta que o próximo passo poderia ser a concessão do estatuto de prelatura pessoal à Fraternidade Pio X, tal qual a Opus Dei. Ou seja, dependeria directamente do Papa e do bispo que a preside, não tendo que prestar contas aos bispos locais.
Os quatro bispos que agora poderão ser reintegrados na Igreja católica são: os franceses Bernard Fellay, líder da Fraternidade, e Bernard Tissier de Mallerais, o argentino alfonso de Gallerata e o britânico Richard Williamson.
Lefébvre contestou as reformas introduzidas pelo Vaticano, no pós Concílio. Entre as quais, a substituição do uso do latim pelas línguas locais nas celebrações da Igreja. O fundador da Sociedade Pio X morreu em 1991, mas, já em 1988, tinha sido excomungado por João Paulo II, por ter ordenado os quatro bispos sem autorização da Santa Sé.