Cristãos e judeus devem dar um testemunho comum do amor de Deus, num mundo frequentemente marcado pela pobreza, pela violência e pela exploração
Cristãos e judeus devem dar um testemunho comum do amor de Deus, num mundo frequentemente marcado pela pobreza, pela violência e pela exploraçãoBento XVI recebeu uma delegação da organização judaica International Jewish Committee on Interreligious Consultations (Comité Judaico Internacional de Consultas Inter-religiosas) e sublinhou o empenho da Igreja na condenação de todas as formas de anti-semitismo. Os cristãos, hoje, estão mais conscientes do património espiritual que compartilham com o povo da Torá, o povo escolhido por Deus, na sua inefável misericórdia, um património que convida a um maior apreço recíproco, ao respeito e ao amor .
O Pontífice defendeu que o diálogo entre as culturas e as religiões deve ser visto, como um dever sagrado que grava sobre todos aqueles que estão empenhados na construção de um mundo digno do homem . Bento Xvi salientou ainda a necessidade do diálogo: a capacidade de aceitar-se e de respeitar-se mutuamente, e de dizer a verdade na caridade, é essencial para superar as diferenças, para prevenir as incompreensões e evitar conflitos inúteis .
O rabino David Rosen agradeceu à Santa Sé o empenho contra toda e qualquer forma de anti-semitismo e pediu para que os estudiosos possam ter acesso ( nos arquivos vaticanos)aos documentos relativos ao período nazi-fascista. O rabino manifestou ainda solidariedade aos cristãos da Índia, Iraque e sudeste asiático, pela violência que têm sofrido.