Na Mercearia Solidária que a associação AJPaz criou na Granja do Ulmeiro, encontram-se produtos da terra, os legumes e frutas da época, bem como mercearias. Mas, também, roupas, carteiras, calçado, perfumes, livros, brinquedos, artesanato, produtos de limpeza e material escolar, entre outros.
Não há euros a circular, mas as «granjas», uma moeda social desempenha essa função, servindo de referencial para a valorização dos produtos e serviços. Uma semana depois de inaugurada esta mercearia, já havia 26 “prossumidores”, isto é, pessoas que são simultaneamente produtores e consumidores de bens daquela mercearia.
A coordenadora, Ana Leão explicou à Lusa que o projecto nasceu da necessidade de um espaço físico que possibilitasse trocas diárias de serviços e produtos – nomeadamente endógenos – por outros de que as pessoas precisassem.«Não estamos a dar um carácter meramente assistencialista, mas permitir às pessoas trazer os seus valores, saberes e competências», explicou Joana Pombo, dirigente da AJPaz.