O Natal cristão é, antes de mais, «a festa da generosidade superabundante de Deus. É o próprio Deus que se dá a nós, Deus connosco e para o mundo», afirma o bispo da diocese de Leiria-Fátima. Num texto para esta quadra, António Marto lembra que o menino Deus «veio e continua a vir, na história da humanidade, a bater à porta de cada homem e de cada mulher de boa vontade para trazer às pessoas, às famílias e aos povos o dom da fraternidade, da concórdia e da paz».
Na mensagem do Natal, o prelado assinala que, nestes últimos dias deste ano 2009 «pairam, sobre o mundo e o nosso país, nuvens negras, densas e ameaçadoras». O bispo diocesano refere-se aos reflexos da crise económico-financeira, ao desemprego «crescente, a novas situações de pobreza, ao «cancro tentacular da corrupção, à quebra de confiança na justiça, à gripe A» sem esquecer as alterações climáticas.
A estes problemas acrescem outros « nos diferentes momentos do nosso caminho pessoal e familiar». A todos os fiéis, António Marto quer transmitir uma palavra de esperança. E este Natal apresenta-se como um desafio a «um suplemento especial de fraternidade e partilha para nos fazer próximos e ajudar as pessoas e famílias em dificuldade».
Uma quadra natalícia que pode ser o primeiro passo para « novos modos de vida marcados por novas formas de solidariedade e por uma santa e saudável sobriedade, como estilo de vida ordenado, equilibrado, atento ao essencial e fora de todo o tipo de excesso no consumo, no endividamento, na escravidão da moda, na ostentação da grandeza e da riqueza, no supérfluo».