No seu último relatório, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) realça a importância da integração dos petizes imigrantes, quer na sociedade, quer na própria família. O estudo abrangeu crianças de oito países ricos: Alemanha, Austrália, Estados Unidos da América, França, Itália, Países Baixos, Reino Unido e Suíça. Aponta algumas desvantagens em relação aos menores nativos dos países de origem.
Em termos de composição familiar e situação profissional, verificam-se algumas semelhanças. Em metade dos países em análise, a posição do pai imigrante, na população activa, é praticamente igual às dos outros pais. Em dez por cento dos casos, um dos cônjugues é considerado cidadão no país onde reside.
A saúde, educação, segurança económica, habitação são os sectores em que se verifica mais desigualdade. O relatório revela que a escolarização e aprendizagem, nas comunidades imigrantes, varia muito consoante o país de origem. Este é, contudo, um factor crucial que não deve cair em esquecimento. As crianças de hoje serão os adultos de amanhã.
Os petizes serão chamados a contribuir activamente na sociedade, quer enquanto trabalhadores, quer enquanto cidadãos. Dessa forma, terão oportunidade de alterar o futuro das nações que os acolhem. Promover a integração civil e inclusão social destas crianças é muito importante para as próprias, mas também para os países de acolhimento - alerta a UNICEF.